quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Imprensa parcial, redes sociais e a vigilância do pensamento

Em frente a um computador, o radicalismo aflora.
Não existe imprensa realmente imparcial, e poucos são aqueles que dão espaço aos que têm opinião contrária à sua linha editorial. Isso tem se evidenciado cada vez mais, com órgãos da grande imprensa se tornando ora assessorias de comunicação, ora instrumentos de destruição de reputações.

Quando da época da eleição de Donald Trump, a imprensa americana - e por tabela a brasileira - dava como certa a vitória de Hillary Clinton, até o último momento. Trump era pintado como o emissário do Apocalipse, um inimigo a ser combatido pela sociedade. Mas, nos bastidores da imprensa, será que foi surpresa mesmo a vitória dele? 

E consumada a vitória do antipático candidato, começou o massacre diário na mídia. Ele tem conseguido avanços econômicos importantes em seu país, como redução de impostos revertendo em benefícios a trabalhadores e aumento nos índices de emprego. Porém, a imprensa todo dia busca algo para desaboná-lo. "Trump segura copo de água como criança, aponta psicólogo", "Trump se expressa como uma criança de 8 anos, afirma estudo", "Trump interrompe importante discurso para beber água" e por aí vai. Daqui a pouco, leremos algo como "Trump faz xixi e não levanta a tampa do vaso. Saiba como isso pode levar o mundo ao colapso econômico". Afinal, vivemos também a era dos estudos com conclusões prontas para serem endossadas por pesquisas de metodologia cuidadosamente escolhida para os objetivos almejados.  

Aqui no Brasil, não é e não ficará diferente. Jair Bolsonaro é visto como uma ameaça, um fascista, um racista homofóbico. Claro que ele não é nada disso, mas essa narrativa já colou na imprensa e nas militâncias úteis. Ele é um conservador - como eu sou - com uma visão liberal da economia. Ou seja, está no campo da Direita, em oposição total à Esquerda, que insiste na narrativa equivocada de associar a Direita ao fascismo e ao nazismo. Chamar qualquer um contrário ao aborto e à Ideologia de Gênero de fascista de extrema-direita já virou clichê inquestionável pelas massas de manobra da população.


As redes sociais se tornaram a grande arena da
guerra das ideologias e posições políticas.
Ele tem sido massacrado pela imprensa, que está em guerra contra ele, apoiada pelas militâncias espalhadas nas redes sociais. O plano maior é igualá-lo a Lula e às roubalheiras do PT, e os desmentidos são ignorados, enquanto denúncias (verdadeiras ou não) se acumulam histericamente. Não estou aqui para defender o candidato, mas a ele não está sendo dado o benefício da dúvida ou o direito da defesa. 

No Twitter, vejo comentários como "Quem vota no Bolsonaro, nem gente é.", "Esses bolsomínions deviam morrer todos!" ou "Tem que ser muito canalha pra votar no Bolsonaro". Cada vez que posto algo conservador, perco algum seguidor. Paciência. Quem me segue, deve saber de que lado eu estou. Mas a militância não perdoa, não contextualiza, não dá descanso. Se é conservador, se é de direita, então é um fascista, canalha, machista, misógino, homofóbico, nazista e o que mais tiver de rótulo ruim pra anexar. E com aquela agressividade e valentia que só no mundo virtual se manifesta de forma tão explosiva. 

Essa histeria já chegou ao Linkedin, onde já li profissionais que respeito postando textos dizendo como votar no Bolsonaro pode prejudicar sua imagem profissional ou questionando se queremos um sujeito "autoritário" no comando do país e o que isso diz sobre nosso perfil profissional. Ou seja, é uma guerra cultural a ser travada em muitas frentes. E não deveria ser assim no Linkedin, como se fosse uma "caça às bruxas", colocando sua visão política à frente de sua competência profissional. 

É muito difícil não ser levado pela onda, encampando a opinião da mídia e dos militantes quando estes são amigos pessoais. Mas, o conservadorismo como posição política tem crescido como resposta à invasão desmesurada das agendas de esquerda, que querem ditar até como pensamos ou como devemos educar os filhos. 

Por isso, acho importante que haja um candidato conservador forte, e não apenas candidatos de esquerda, algo que Lula já festejou no passado. Mas que não faz bem ao jogo democrático. 

Infelizmente, tudo indica que o modelo de oposição midiática americana já se instalou na imprensa brasileira. E o alvo é Bolsonaro e todo candidato de direita que se mostre uma alternativa eleitoralmente viável. Com uma militância enraivecida pipocando por todo lado, vai ficar cada vez mais complicado socialmente (no mundo real e principalmente no virtual) assumir posições políticas conservadoras, mas quem tem opinião não pode se deixar intimidar. 

LEIA TAMBÉM:

- Gazeta Meio-Dia: A arte da imparcialidade 

4 comentários:

Adelmo Veloso disse...

Grande Nagado. Excelente texto! Ainda mais quando estou lendo de livre e expontânea vontade aqui e não nos textões de Facebook, que são de nós tirar do sério. Vi isso com o Trump e também acompanho diariamente o que acontece com o Bolsonaro. Como militar e conservador, sempre estarei do lado da família, então consequentemente sou xingado todos os dias inconscientemente ou não por essa galera da esquerda. Triste isso, mas a vida segue!

Alexandre Nagado disse...

Olá, Adelmo!

A "patrulha ideológica" é intensa mesmo. Eu tento me preservar disso, pois sei o quanto é chato.

Se você achar pertinente, pode compartilhar este post (ou qualquer outro) copiando o link na sua timeline no Face.

Valeu! Abração!

Stefano Barbosa disse...

A tia Hilária tampouco é santa. Pra se manter nos círculos de poder, perdoou o adultério do marido e ostentar o nome de casada. Sem falar que ela quando era Secretária de Estado ela adotou 1 política bem belicista. A treta da mídia contra Trump é tudo joguinho de interesse.
É o sujo x mal lavado.

Alexandre Nagado disse...

Tia Hilária é ótimo, ah ah!

Esse jogo de bastidores na política é algo deprimente. A objetividade dos fatos fica em segundo plano.

Abraço!